República do Sudão do Sul

A comunidade espiritana de Wulu e o seminário de Mapourdit.

O P. Joseph Shio, membro do Conselho Geral e P. Martin Keane, Superior da União das Circunscrições da Africa de Leste, visitou a recém-criada Missão Espiritana em Wulu , na diocese de Rumbeki, Sudão -Sul a partir de 22-28 agosto de 2013. Foi a primeira visita de um membro do Conselho Geral desde o início da iniciativa de inserção dos Espiritanos no Sudão do Sul .Porque uma Missão espiritana no Sudão do Sul?

O País
Depois de quase três décadas de grandes conflitos civis, o Sudão do Sul ganhou a independência da República Islâmica do Sudão e ingressou na comunidade internacional como um novo Estado soberano em 09 de julho de 2011. É um país sem litoral, com uma população estimada em 13 milhões. O Sudão do Sul faz fronteira com a República Islâmica do Sudão do Norte, a Etiópia, a leste, o Uganda , eo Quênia, no sul a República Democráti-ca do Congo, e a ocidente a República Centro Africana

Realidade Sócio- Econômica
Embora o Sudão do Sul possua uma grande quantidade de recursos natu-rais tais como o petróleo, terras férteis e de minério de ferro, continua sendo um dos países mais pobres do mundo, com cerca de 92 % da população vi-vendo abaixo da linha da pobreza. Dé-cadas de guerras civis tiveram um im-pacto muito negativo sobre as popula-ções e bens. As pessoas fugiram ao longo de muitos anos de um lado para o outro lado, ao longo de muitos anos de guerra e viveram como refugiados dentro e fora do seu país. E por causa da falta de soluções pacíficas e estáveis, as pessoas não tiveram opor-tunidade de fazer bom uso de seus talentos e tempo para explorar a terra fértil e outros recursos dados por Deus. As infraestruturas de educação, saúde, energia elétrica e transporte são muito pobres! Em síntese, a po-breza no sul do Sudão é endêmica, cruel e desumana. Neste contexto, a Conferência Episcopal do Sudão fez um convite às comunidades religiosas missionárias para regressarem ao Sudão do Sul. Em resposta, o Conselho Geral decidiu criar uma comunidade Espiritana em Wulu , na Diocese de Rumbek . Esta nova missão Espiritana é um projeto comum da União das Circunscrições da África de Leste. De momento, existem três confrades no Sudão do Sul: Pe. Peter Kiarie (do Qué-nia) e o P. Nolasco Mushi ( da Tan-zânia) que vivem juntos numa casa recém-construída na paróquia Wulu. O P. John Skinnader (da Irlanda) é agora o diretor do seminário menor de Ma-pourdit, cerca de 60 kms de Wulu. A maioria dos residentes de Wulu vêm de diferentes grupos étnicos como Dinka e Jur-bem. Há um terreno bas-tante grande para a Igreja e estruturas paroquiais, mas ainda nada foi construído.
Wulu foi um lugar de muita luta du-rante a guerra como se pode ver tanto no estado das infraestruturas como na memória do povo. Os dois confrades presentes expressaram a sua alegria e agradecimento pela visita. Ficaram comovidos e sentiram-se muito enco-rajados pela carta pessoal que o Supe-rior General John Fogarty lhes escre-veu e que lhes foi entregue no momento da chegada.

Pastoral:

A comunidade local e, es-pecialmente, os paroquianos manifes-taram uma grande confiança nos nos-sos confrades e vêem-nos como sinal de esperança para o futuro daquela área. O número de cristãos está cres-cendo gradualmente. Os nossos con-frades colaboram com outras comuni-dades religiosas e com o clero diocesa-no nos seus compromissos pastorais. Grupos de mulheres e de jovens já foram criados na paróquia. Têm três catequistas que se ocupam de seis comunidades(capelas). Há uma boa relação também com os lideres civis.

Desafios:

O país não está completa-mente estabilizado, de tal modo que as tensões políticas, econômicas e étnicas continuam a ser grandes ameaças. As necessidades pastorais são muitas, tais como acompanhamento das vitimas da guerra, educação para a juventude, projetos de promoção da mulher, cui-dados de saúde e educação, etc. Du-rante a longa guerra civil, muitos per-deram a habilidade para cultivar a ter-ra e semear cereais. É uma questão que deve ser tomada em consideração, daqui em diante. A nova comunidade espiritana, terá que organizar um plano pastoral adaptado às necessidades da população local. Precisam de ser apoiados, em pessoal e recursos fi-nanceiros, para que a sua presença na área possa aumentar. Neste momento devem comprar tudo, até a água. En-contrei os confrades felizes com o que estão a fazer e acreditam que o Sudão do Sul é realmente uma terra de missão, onde os Espiritanos devem estar. Eles precisam, porém, do nosso contínuo apoio, incentivo e oração.

A missão no Sudão do Sul (Datas).
– Junho 2011: O Conselho Geral tomou a decisão de abrir uma comunidade espiritana em Wulu, na diocese de Rumbek.
– 30 Maio 2012: O primeiro membro da nova comunidade chegou ao Sudão do Sul. Os outros dois chegaram a 2 de Novembro de 2012.
– A comunidade é formada por três confrades de 3 nacionalidades: P. Peter Kiarie, do Quénia; P. John Skinnader, da Irlanda e P. Nolasco Mushi, da Tan-zania. Esta nova comunidade está con-fiada ao cuidado e solidariedade da União das Circunscrições da Africa de Leste ( UCEAF).

P. Joseph Shio, CSSp.

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