República Centro-Africana–A situação deteriora-se.

De P. Patrick Mbea C.S.Sp., Superior Espiritano no país.

Caros Confrades,

Algumas notícias sobre o que está a acontecer em Bangassou onde temos uma comunidade. O P.Renato També veio aqui, ontem por via aérea de Bakouma, que fica a 120 Kms. De Bangassou. A quando do ataque a Bangassou ele encontrav-ase em Niakari e fugiu para Bakouma de motorizada. Veio a Bangui de avião e disse-nos que

os rebeldes andavam atrás do carro dele. Graças a Deus, pôde sair de lá, são e salvo.Estou deveras preocupado com os nossos bens e as propriedades em Bangassou -a Casa Maanisc, e em Niakari-a escola Daniel Brottier e o dispensário; é que já não ficaram confrades no local. No caso de iniciarem os voos humanitários para Bangassou espero ir lá averiguar qual é a situação. O bispo, Mons. Aguirré e o seu Vigário Geral estão bloqueados em Bangui. A catedral de Bangassou foi pilhada totalmente; os carros todos roubados. Renato escondeu o seu carro no mato, perto de Ndanda; é possível que os rebeldes o encontrem, mas neste momento não é isso o mais importnte. Levaram o RAV4 de Théo. Como não tinham as chaves, que estavam com o Irmão Kotaingo em Bangui, arrastaram o carro até à Estação de Serviço “Total”, provavelmente com a ideia de o reduzir a peças para levá-las. Renato mandou um rapaz de Niakari numa bicicleta com o fim de obter objectos pessoais que deixara no seu quarto. Quando o rapaz saía do quarto, os rebeldes apanharam-no. Roubaram o quarto de Renato, o quarto da comunidade e a despensa, levando as baterias tudo o resto. Neste momento a confusão é total; ainda não sabemos quando veremos a luz no fim do tunnel.

A comunidade internacional tem que fazer algo para salvar o que pode ser salvo. Não é normal ficar parados como espectadores ante um drama humano deste calibre. Que é que significa pertencer a uma comunidade internacional? Trata-se de um problema que não é exclusivo da República Centro-Africana. Há grupos no exterior que pressionam e cujas ambições não são nada claras. São grupos heterogeneous, descontrolados, que recrutam os jovens que encontram pelo caminho. Em Bangassou e Niakari recrutaram jovens pertencentes a grupos paroquiais, obrigaram-nos a revelar onde estavam os sacerdotes, bem como os veículos, as casas, o dinheiro e os objectos pessoais. Só a comunidade internacional e as organizações defensoras dos direitos humanos é que podem exercer pressão para pôr termo a esta loucura homicida; estas organizações deveriam encontrar-se em Bangui. Mas que estão elas a fazer?

P. Patrick Mbea C.S.Sp.

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