Reflexão para a Solenidade de Maria, Mãe de Deus e para o Dia da Paz – 1/1/2013

Por Gervase Taratara CSSp

Hoje, em honra de Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, a Igreja nos dá a oportunidade de agradecer a Deus pelo dom da paz: para refletir e orar por ela; para dedicar o nosso compromisso de trabalhar pela paz; e para lembrar e rezar por aqueles lugares e pessoas que estão privadas de paz devido à ganância humana por riqueza, poder e dominação, e os desequilíbrios na distribuição dos recursos mundiais.

Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre Bento XVI diz: “a paz é Dom de Deus e obra do homem”. Ele elabora o que isso significa, dizendo que a paz é a paz interior consigo mesmo e a paz exterior com o nosso próximo e toda a criação e que envolve compromisso completo. Ele continua a dizer que “Paz é uma ordem de tal modo vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como próprias as necessidades e exigências alheias, que se fazem os outros comparticipantes dos próprios bens e que se estende sempre mais no mundo a comunhão dos valores espirituais (Mensagem 2013 – par. 3.3). Isto significa que a paz não cai como chuva do céu, mas as pessoas tem que trabalhar para isso.

Reconhecendo esse fato, ao longo de sua existência, e muito claramente, nos últimos anos, a nossa Congregação, em 1987, refez a Regra de 1849, de modo a inspirar o trabalho e as ações que promovam a justiça e a paz na luz da missão da Igreja no mundo moderno. O número 14 da atual Regra de Vida (1987) inspira a Congregação como um todo dar prioridade a libertação integral das pessoas, ação pela justiça e paz e participação no desenvolvimento. Também exorta todos os Espiritanos a fazer-se o advogado, o suporte e o defensor dos fracos e os pequenos contra todos que os oprimem. Para que isso aconteça, um escritório para coordenar os compromissos da Congregação em Justiça, Paz e Integridade da Criação foi criado aqui na Casa Geral. O escritório continua a inspira-se na missão de Jesus descrito no Evangelho de Lucas, capítulo 4 versículos 18 e 19, a partir do Ensinamento Social da Igreja, como estes são constantemente interpretados por documentos capitulares.

Através dos seus membros, a Congregação tem sido, e continua a acompanhar os processos de paz e de reconciliação nos países onde isso é uma necessidade. Continua a ministrar para os refugiados, os migrantes, os sobreviventes de tortura, os presos e os doentes, bem como questionar as causas de tais fenômenos. Enquanto alguns membros estão empenhados no trabalho de desenvolvimento no campo, outros continuam a trabalhar com instituições comprometidas com o desenvolvimento das teorias da paz e do desenvolvimento humano integral, educação, bem como na defesa em todos os níveis da sociedade humana.

No dia 3 de julho, em Bagamoyo, acendemos a vela do Jubileu JPIC, para permitir que todos os delegados do Capítulo pudessem comemorar os 25 anos de nossos compromissos oficiais de Justiça e Paz. Para inspirar outras comunidades Espiritanas, e continuar o que foi iniciado em Bagamoyo, a comunidade aqui em Roma acendeu as velas para o Jubileu Espiritano JPIC e AEFJN no primeiro dia do Advento de 2012. As duas velas continuarão a queimar durante todo o ano como nosso agradecimento a Deus pelo seu dom da paz dado à humanidade, para nos unir com todos os que trabalham pela paz e em homenagem àqueles que deram suas vidas para que outros possam obter e viver em paz.

Que Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, interceda por nós para que, durante este ano, permaneçamos comprometidos com a promoção da Paz e da Justiça, e a embarcar em ações e resoluções que tragam a verdadeira paz no mundo.

 

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