Missões Mudam nossas Crenças

Quando colaboramos com outras Igrejas Cristãs e vemos a evidência da presença do Salvador também na vida de não cristãos, descobrimos num nível ainda mais profundo que missão é obra de Deus. Ao invés de confiar em nossas próprias capacidades, agradecemos ao Senhor pelas maravilhas que realiza sem nós e apesar de nossas carências.

Permitamo-nos ser Re-evangelizados

A missão hoje talvez seja mais exigente do que nunca. Em situações de conflito ela pode até mesmo levar à morte. De diferentes modos, pode até abalar nossas premissas anteriormente defendidas:

  • quando nos encontramos despossuídos, inúteis, pecadores, indecisos, envoltos em situações para as quais não fomos preparados ;
  • quando solicitados a trabalhar com Espiritanos de outras circunscrições ou colaborar com leigos e sem contar com o prestígio antes dado aos padres e religiosos.

Mas, também é morrendo que conhecemos a ressurreição. Talvez tenhamos de deixar que morra nossas velhas premissas para poder sentir a renovação do nosso ser na alegria de ver uma nova igreja nascer, homens e mulheres sentindo-se libertos, pessoas unidas e conduzindo em suas mãos o próprio destino.

Vivendo na condição de Estrangeiro: Acolhimento e Adaptação

Muitos de nós anunciamos o Evangelho fora de nosso próprio país. O fato de que nações fecham as suas portas aos missionários traz à memória que, se somos enviados, também precisamos ser convidados .

  • Não podemos nos impor, nem esperar boas vindas como direito.
  • Nossa presença torna-se uma questão de mútuo respeito, confiança e diálogo.

Cada vez mais, encontramos também estrangeiros em nossos próprios países de origem. Tentamos fazer com que nossos compatriotas estejam mais abertos em acolher os migrantes e refugiados sabendo que o Senhor chega até nós por intermédio deles.

Quer trabalhemos em nosso país ou no exterior, por conta da diversidade das pessoas e também de sua mobilidade, sempre estamos em contacto com gente de diferente de nós.

  • Indo até eles descobriremos a riqueza que lhes é concedida pelo Espírito de Deus.
  • Indo além das fronteiras de raça, cultura e religião temos a certeza de lá encontrar o Salvador presente, mesmo entre os que professam o ateísmo.
  • Reconhecemos que ao proclamar o evangelho aos outros recebemos mais do que damos.

Justiça e Paz num Mundo de Conflitos

“Lá no âmago de suas Boas Novas Cristo anuncia a salvação, este grande presente que é a libertação das pessoas de tudo o que as oprime, sobretudo do pecado e do mal; e tudo na alegria de conhecer a Deus e ser conhecido por Ele, vê-LO e ser visto por Ele”.                                   (Evangelii Nuntiandi)

Num mundo de conflitos – tensões raciais, situações de opressão, imperialismo cultural, disputas religiosas – nós queremos ser pacificadores. Desejamos promover a entendimento e o perdão onde existe ódio e violência. Assim, ser testemunhas do Cristo que veio para reunir todos em torno da mesma mesa.

Na raiz da opressão e da injustiça, descobrimos o pecado. Tornamo-nos plenamente conscientes de que a verdadeira libertação requer a proclamação e a presença de Jesus Cristo. Ele que muda radicalmente os corações, reconciliando homens e mulheres com Deus e uns aos outros.