Tisserant, Le Vavasseur e Libermann

Eugène Tisserant, Frederick Le Vavasseur e Jacob Libermann todos compartilhavam a mesma vocação que tinha suas raízes na reunião de 1836 no seminário Sulpician de Issy-les-Moulineaux nos subúrbios de  Paris.

Francis Libermann já era cristão há dez anos quando encontrou os dois e foi batizado na véspera de Natal em 1826, mudando seu nome judeu para Francis Mary Paul.

Menos de um ano depois ele entrou no seminário de Saint Sulpice para se preparar para ser padre, mas teve de desistir da idéia por conta do seu complicado estado de saúde. Ele permaneceu com os Sulpicians, morando perto dos estudantes de filosofia em Issy.

Frédéric estava começando sua segunda estada na França sob os cuidados de um missionário em Bourbon, que estava retornando pra Paris, Nicolas Wernet da Congregação do Espírito Santo.

Frédéric não se acomodaria em seus estudos científicos. Visitou Bourbon para juntar-se novamente à família, mas ficou muito angustiado com o sofrimento dos escravos que trabalhavam nas plantações de cana de açúcar da família. Ele decidiu se tornar um sacerdote a fim de ajudar ao povo crioulo. Retornou a Paris e pediu para ser admitido como seminarista em Issy-les-Moulineux, chegando lá em junho de 1836. Foi nessa oportunidade que conheceu Francis Libermann.

Eugène Tisserant

Eugène Tisserant era filho de pai francês e mãe haitiana. Ele e a família testemunharam a escravidão na prática, bem como o começo do movimento antiescravocrata. Havia assistido a forma humilhante com que os mestres e seus subordinados tratavam os escravos. Indubitavelmente esse fato produziu um profundo efeito sobre ele. Entrou no seminário, em Issy, simultaneamente com Frédéric.